LAVA JATO – OPERAÇÃO ACARAJÉ

JOÃO SANTANA É ALVO DA 23ª FASE DA LAVA JATO

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Ação, batizada de Acarajé, é realizada em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador; o alvo central desta etapa é o publicitário João Santana, marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff e da reeleição do ex-presidente Lula, em 2006; há um mandado de prisão contra Santana e contra sua esposa e sócia, Mônica Moura; os dois, no entanto, estão fora do país, trabalhando na campanha presidencial da República Dominicana; com a colaboração da promotoria suíça, a força-tarefa da Lava Jato investigava repasses atribuídos a subsidiárias da Odebrecht em contas no exterior controladas pelo marqueteiro; o juiz Sergio Moro negou acesso à defesa de João Santana aos autos da investigação e ainda ironizou o pedido dos advogados; ordem de prisão acontece dois dias após Santana e Moura terem pedido para ser ouvidos por Moro; também são alvo desta etapa a Odebrecht e o engenheiro Zwi Skornicki, que, segundo as investigações, operava propinas no esquema da Petrobras.

22 DE FEVEREIRO DE 2016

A Polícia Federal (PF) deflagrou a 23ª fase da Operação Lava Jato nesta segunda-feira (22). A ação, batizada de Acarajé, uma referência ao apelido usado pelos alvos para designar dinheiro, é realizada em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

Um dos alvos desta etapa é o publicitário João Santana, que foi marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff e da campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Há um mandado de prisão expedido contra ele e contra sua esposa e sócia, Mônica Moura. No entanto, os dois se encontram na República Dominicana, trabalhando na campanha presidencial daquele país. Além de Santana e Moura, a empreiteira Odebrecht e o engenheiro Zwi Skornicki, que operava propinas no esquema da Petrobras, são alvos.

Com a colaboração da promotoria suíça, a força-tarefa da Operação Lava Jato investigava repasses atribuídos a subsidiárias da Odebrecht em contas no exterior controladas pelo marqueteiro. O publicitário comandou todas as campanhas presidenciais do partido desde a reeleição de Lula.

O juiz Sergio Moro negou acesso à defesa de João Santana aos autos da investigação e ainda ironizou o pedido dos advogados: “Evidente, querendo, poderá o investigado antecipar-se à conclusão da investigação e esclarecer junto à autoridade policial seu eventual relacionamento com o grupo Odebrecht”, afirmou. A ordem de prisão acontece dois dias após Santana ter pedido para ser ouvido por Moro (leia mais aqui).

A nova fase da operação ocorre menos de um mês depois da operação Triplo X, realizada em 27 de janeiro em São Paulo e Santa Catarina, que investigava a abertura de offshores e a compra de apartamentos no Condomínio Solaris, no Guarujá (SP), construído pela OAS, que, segundo investigações, teriam sido usados para repasse de propina do esquema de corrupção da Petrobras.

O despacho do juiz Sérgio Moro diz que uma cunhada de o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, Marice Correa de Lima, pagou R$ 200 mil por um apartamento em construção no Solaris, até 2012. No ano seguinte, desistiu do negócio e recebeu como devolução da OAS R$ 430 mil.

Leia abaixo reportagem da Agência Brasil sobre o assunto:

A Polícia Federal deflagou na manhã de hoje (22) mais uma fase da Operação Lava Jato. Os policiais estão cumprindo mandados em São Paulo, no Rio de Janeiro e Salvador. Cerca de 300 policiais federais cumprem 51 mandados judiciais, sendo 38 de busca e apreensão seis de prisão temporária e cinco de condução coercitiva.

Os mandados são cumpridos nos estados da Bahia (Salvador e Camaçari), Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Petrópolis e Mangaratiba e São Paulo capital, Campinas e Poá.

O objetivo das investigações desta fase é o cumprimento de medidas cautelares, a partir de representação da autoridade policial, relacionadas a três grupos: um grupo empresarial responsável por pagamento de vantagens ilícitas; um operador de propina no âmbito da Petrobras; e um grupo recebedor, cuja participação fora confirmada com o recebimento de valores já identificados no exterior em valores que ultrapassam 7 milhões de dólares.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da 13ª Vara da Justiça Federal.

A 23ª Fase da Operação Lava Jato foi denominada Acarajé em alusão ao termo utilizado por alguns investigados para nominar dinheiro em espécie.

Será concedida entrevista coletiva às 10h00 no auditório da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, situada na Rua Sandália Monzon, 210, Santa Cândida.

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