OPERAÇÃO LAVA JATO – DOAÇÃO DAS EMPREITEIRAS PARA AS CAMPANHAS ELEITORAIS

FINANCIAMENTO PRIVADO: EMPREITEIRAS INVESTIGADAS NA LAVA JATO DOAM R$ 60,4 MILHÕES PARA DILMA, MARINA E AÉCIO. DISCURSO DE AÉCIO PERDE AUTORIDADE.

10-SETEMBRO-2014

Para quem é contra financiamento privado para as campanhas eleitorais, a operação Lava Jato está oferecendo argumentos irrefutáveis na medida em que expõe o modo como operam.

No total , na campanha em curso, já doaram R$ 60,4 milhões para os três principais candidatos – Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) -, contando também os respectivos diretórios nacionais de seus partidos.

A conta não leva em consideração o que as mesmas empreiteiras doaram nas campanhas dos candidatos a governador nos estados e os respectivos diretório regional.

É o que revela a segunda parcial de doações, divulgada no último sábado (5) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A UTC Engenharia, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Engevix e Galvão Engenharia são investigadas na operação Lava Jato  e são suspeitas de superfaturar obras contratadas pela Petrobras e pagar propinas a políticos.

Dilma recebeu diretamente R$ 25 milhões de duas empreiteiras: OAS (R$ 20 milhões) e UTC Engenharia (R$ 5 milhões).

O diretório nacional do PT recebeu R$ 22,8 milhões da OAS (R$ 10,9 milhões), UTC (6,4 milhões), Queiroz Galvão (R$ 3 milhões) e Engevix (R$ 2,4 milhões).

Marina Silva ainda não aparecem na prestação de contas do TSE em função da substituição da candidatura de Eduardo Campos, morto no último dia 13, mas o comitê presidencial do PSB recebeu, até agora, R$ 600 mil da OAS.

O diretório nacional do PSB recebeu R$ 5,8 milhões da OAS (R$ 5,1 milhões) e Queiroz Galvão (R$ 700 mil), sendo que, ao todo, o comitê presidencial do PSB recebeu R$ 19,6 milhões em doações. A direção nacional da sigla recebeu R$ 22,3 milhões.

A direção nacional do PSDB recebeu R$ 6,2 milhões da OAS (R$ 5,7 milhões) e Queiroz Galvão (R$ 500 mil), sendo que R$ 3 milhões foram repassados ao comitê de Aécio Neves, que também recebeu R$ 1 milhão diretamente da UTC.

Ou seja, não se salva ninguém.

O dado destrói por completo o discurso que o candidato Aécio Neves assumiu nos últimos dias, centrando fogo no problema da corrupção como uma questão fundamental a ser resolvida pelo pleito de 3 de outubro, pois perde a autoridade para falar no assunto na medida em que é um dos beneficiários das doações das empresas investigadas.

É bom lembrar que o Supremo Tribunal Federal tentou acabar com a prática de doações de empresas nas campanhas eleitorais, mas a votação foi interrompida por um pedido de vista do Ministro Gilmar Mendes quando a maioria dos ministros já haviam votado a favor da proibição. Até o momento, Gilmar Mendes não levou o processo em mesa para a seqüência do julgamento.

http://jogodopoderparana.com.br/

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