Mogi Mirim – CEI acusa fraude e incrimina Carlos Nelson

ANGELA SILVA

Fraude com a participação do prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) e da então diretora de Recursos Materiais, Célia Dorázio, conluio entre as empresas que disputaram a licitação, superfaturamento de preços e má qualidade de alimentos servidos. São as conclusões da CEI (Comissão Especial de Investigação) da Câmara sobre a merenda escolar, contidas no relatório do vereador João Luís Teixeira (sem partido), divulgado ontem.
O grupo vai requerer a instauração de Comissão Processante para punir Carlos Nelson, Célia e Flávia Rossi, ex-diretora de Educação, por improbidade administrativa. Sobre Flávia, justificou Teixeira, “há dezenas, senão centenas de assinaturas dela”.
A CEI foi presidida por Márcia Rottóli (PR) e composta por Benedito do Couto, Orivaldo Magalhães, Marcos Godoy e João Pires Gonçalves (PMDB). Este não participou das reuniões e não assinou o relatório.
A conclusão de que Carlos Nelson participou das fraudes foi feita com base em documento apresentado pelo ex-presidente da Comissão de Licitação, Antonio Puggina. No documento, o prefeito se manifesta favorável à saída da empresa Starbene do processo. Com a desistência da Starbene, que apresentava menor preço, a Coan venceu a licitação.
Para João Luís, Célia mentiu ao afirmar que a saída da empresa foi aprovada por unanimidade. “O prefeito que ela procurou inocentar sabia de tudo, inclusive da impossibilidade de a Starbene retirar o envelope de sua proposta”, argumentou o relator.
O relatório aponta conluio entre as empresas que disputaram a concorrência, que ocorre em todo o estado. “Quando vieram para o município, se combinaram antes para que colocassem centavos a mais em relação à Coan, permitindo sua vitória na concorrência”, explicou João Luís.
O esquema foi revelado por Genivaldo Marques dos Santos, que atuava na Verdurama. Segundo João Luís, todas as empresas pertencem ao grupo SP Alimentação – Terra Azul, Verdurama, Coan, Sistal, Starbene, “trabalhando juntas e acobertando processos licitatórios fraudulentos”.
Em depoimento, Genivaldo disse que, em períodos pré-eleitorais, essas empresas avaliam as chances dos candidatos e investem nas campanhas, para futuramente participarem da elaboração de editais, aplicando regras rígidas que impedem a participação de empresas idôneas.

PROCESSANTE
O relatório será lido segunda-feira, na Câmara. Cópias foram remetidas ao Ministério Público local e Federal, GEDEC (Grupo Especial de Delitos Econômicos), Tribunais de Contas do Estado e da União e à Justiça.
A instauração de Comissão Processante será votada só após as eleições. “Para não sermos acusados de fazer política”, justificou João Luís. Se aprovada, a Comissão Processante deverá ouvir Carlos Nelson e Flávia Rossi. O grupo alegou não ter colhido depoimentos de ambos porque não cabe à CEI ouvir réus. Célia Dorázio só foi ouvida porque foi citada no depoimento de Puggina e era necessário confrontar as versões.
Notícia Postada em 24/09/2012  –  http://www.acomarca.com.br/?pg=noticia&id=3200

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