‘REIS DO GADO’: GOVERNADOR DO TO PEDIU PROPINA E GANHOU FAZENDA

A Operação Reis do Gado aponta que o governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), o pai dele, José Brito Miranda, e o irmão José Brito Miranda Júnior teriam pedido R$ 19 milhões em propina ao empresário Rossine Aires Guimarães, da Construtora Rio Tocantins, em setembro de 2009; de acordo com o Ministério Público Federal, em troca eles receberam a Fazenda Morada da Prata, em Altamira, no Pará; o valor, segundo a investigação, “seria correspondente a possíveis repasses feitos pelo Estado de Tocantins à Construtora Rio Tocantins Ltda. (antiga Construtora Vale do Rio Lontra) no valor aproximado de R$ 200 milhões”

6 DE DEZEMBRO DE 2016

Tocantins 247 – A Operação Reis do Gado aponta que o governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), o pai dele, José Brito Miranda, e o irmão José Brito Miranda Júnior teriam pedido R$ 19 milhões em propina ao empresário Rossine Aires Guimarães, da Construtora Rio Tocantins, em setembro de 2009. De acordo com o Ministério Público Federal, em troca eles receberam a Fazenda Morada da Prata, em Altamira, no Pará. O valor, segundo a investigação, “seria correspondente a possíveis repasses feitos pelo Estado de Tocantins à Construtora Rio Tocantins Ltda. (antiga Construtora Vale do Rio Lontra) no valor aproximado de R$ 200 milhões”.

A operação apontou “uma possível grande e complexa associação criminosa instalada no Estado do Tocantins, envolvendo agentes públicos ocupante de importantes cargos da estrutura administrativa estadual, organizada para a provável aquisição fraudulenta de bens e direitos, em especial fazendas, aviões, veículos, gado e outras propriedades, sem a devida escrituração em nome dos reais proprietários”. Os relatos constam no blog do Fausto Macedo.

A autoridade policial destacou “a não existência de transação financeira correspondente à compra da Fazenda Morada da Prata, avaliada em mais de R$ 19 milhões”, anotou o ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na decisão que levou Marcelo Miranda para depor em 28 de novembro. “A autoridade policial também afirmou que teria sido identificada ‘lucratividade exacerbada da empresa de Rossine Guimarães em 2009, que distribuiu lucros correspondentes a 66,8% do faturamento, do qual (faturamento) 99,27% veio de órgãos do estado de Tocantins'”

As fazendas Ouro Verde/São José e Triângulo/Santa Cruz também são alvo da Reis do Gado. A operação investiga os crimes de peculato, corrupção, falsidade de documento público e de lavagem de ativos.

http://www.brasil247.com/pt/247/tocantins247/269111/%E2%80%98Reis-do-Gado%E2%80%99-governador-do-TO-pediu-propina-e-ganhou-fazenda.htm

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LULA E ODEBRECHT

Moro destaca elementos de que Odebrecht comprou terreno para Instituto Lula

Negócio de aquisição de Imóvel em 2010, em São Paulo, teria a participação de ex-ministro Antonio Palocci, preso na 35ª fase da Lava Jato, o advogado e compadre do ex-presidente, Roberto Teixeira, e o pecuarista José Carlos Bumlai; problemas com prefeitura, inviabilizaram uso do terreno, diz força-tarefa.

O juiz federal Sérgio Moro considerou, ao conceder a prisão do ex-ministro Antonio Palocci, haver elementos de provas de que “o Grupo Odebrecht teria adquirido, com utilização de interposta pessoa, imóvel para implementação do Instituto Lula”. Entre as anotações e mensagens eletrônicas analisadas da Operação Lava Jato foi identificada a participação do petista “em reuniões para aquisição de imóvel por intermédio” da empreiteira.

Ex-ministro da Fazenda do governo Luiz Inácio Lula da Silva e ex-Casa Civil de Dilma Rousseff, Palocci é acusado de ser o “Italiano”, codinome registrado em planilha do Setor de Operações Estruturas da Odebrecht – o chamado “departamento da propina” -, que tem associado R$ 128 milhões em propinas, entre 2008 e 2013, ao PT.

A força-tarefa atribui a Palocci a intermediação dos “pagamentos subreptícios do Grupo Odebrecht ao grupo político” que somariam R$ 12 milhões junto a rubrica “Prédio (IL)”. Para a Lava Jato, referência ao prédio do Instituto Lula.

O terreno da Rua Doutor Haberbeck Brandão, 178, São Paulo, foi comprado da ASA ­ Agência Sul Americana de Publicidade e Administração pela DAG Construtora, de um amigo de Odebrecht. Escritura de 24 de novembro de 2010 registra o negócio pelo valor de R$ 6.875.686,27.

Em 28 de setembro de 2012 o terreno foi transferido para a Odebrecht Realizações­ Empreendimentos Imobiliários por R$ 15 milhões de reais, segundo o registro, e sucessivamente vendido por R$ 12.602.230,16 à empresa Mix Empreendimentos e Participações Ltda. –  escritura de 5 de junho de 2013.

Apesar da negociação investigada pela PF, o imóvel nunca serviu de sede para o Instituto Lula. A força-tarefa ressalta que o motivo foram problemas de liberação de uso do terreno, na Prefeitura de São Paulo. Desde 2011, quando ele deixou a Presidência, a sede o instituto funciona em um imóvel no bairro Ipiranga, onde funcionava o Instituto Cidadania.

“A negociação, realizada ainda em 2010, durante o mandato do ex­-presidente, teria contado com a coordenação de Antônio Palocci Filho, Roberto Teixeira e Marcelo Bahia Odebrecht. O dispêndio do preço pelo Grupo Odebrecht foi debitado na planilha com os compromissos financeiros com o grupo político. Os fatos confirmam, em princípio, o conteúdo da planilha e o papel de destaque de Antônio Palocci Filho na coordenação dos acertos e recebimentos de propinas junto ao Grupo Odebrecht”, escreveu Odebrecht. Roberto Teixeira é compadre e advogado de Lula.

Bumlai. No despacho, Moro registra que o pecuarista José Carlos Bumlai foi o primeiro interposto na compra do terreno para o Instituto Lula. Em depoimento prestado à Polícia Federal, o amigo de Lula declarou que foi procurado pela esposa do ex-presidente “para a implementação do Instituto Lula e que tratou com Marcelo Odebrecht e Paulo Ricardo Baqueiro de Melo, da Odebrecht Realizações Imobiliárias, de questões relacionadas à implementação do Instituto Lula, inclusive compra do terreno”.

“Roberto Teixeira, advogado de Lula, teria igualmente intermediado a aquisição do terreno. Posteriormente, por ter se recusado a figurar como adquirente, teria sido deixado de lado nas negociações.”

Há diversas mensagens eletrônicas de Odebrecht nas quais ele trata com executivos do grupo e com Branislav Kontic, assessor de Palocci, a respeito da aquisição de terreno em prol do Instituto Lula.

“Menções nos corpos das mensagens eletrônicas a “Prédio Institucional”, “Prédio do Instituto”, à planilha intitulada “Edifício.docx” criada pelo próprio Marcelo Odebrecht, e a reuniões havidas entre Marcelo Odebrecht e Antonio Palocci Filho no período reforçam os indícios de que a aquisição do terreno do Instituto Lula foi acertada entre Marcelo Bahia Odebrecht e Antonio Palocci Filho”, registra o juiz da Lava Jato.

O juiz destacou mensagem de 22 de setembro de 2010, enviada por Odebrecht para Branislav Kontic, com referência à questão: “Preciso mandar uma atualização sobre o novo prédio para o Chefe amanhã. Qual a melhor maneira?”.

Há registros destacados ainda de anotação no aparelho celular de Odebrecht de reunião em 3 de setembro de 2010 dele com Palocci, Roberto Teixeira e que contaria com a presença de Paulo Ricardo Baqueiro de Melo.

Moro destacou ainda que foi encontrada minuta de contrato de compra e venda, com data de 5 de março de 2010, do terreno tendo como adquirente José Carlos Costa Marques Bumlai, no ato representado por Roberto Teixeira. O contrato foi apreendido no Sítio Santa Bárbara, em em Atibaia (SP) – imóvel que a Lava Jato diz ser de Lula, em nome de “laranjas”. Ele nega.

“A relação deste imóvel com o ex­-presidente é reforçada pela apreensão no Sítio de Atibaia/SP, utilizado pelo ex­presidente, de um projeto arquitetônico para reforma deste mesmo imóvel na Rua Doutor Haberbeck Brandão, nº 178, em São Paulo”, registra o juiz.

O preço solicitado para o imóvel era de R$ 10 milhões, havendo ainda dívidas junto à Prefeitura de São Paulo em torno de R$ 2,3 milhões. “O que atinge um valor próximo ao lançado na planilha Posição Italiano como tendo sido dispendido pelo Grupo Odebrecht (12.422)”, diz Moro.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE ANTONIO PALOCCI

O criminalista José Roberto Batochio, defensor de Palocci, afirma que o ex ministro nunca recebeu vantagens ilícitas. Batochio disse que ainda não tem detalhes sobre os motivos da prisão de Palocci.

Batochio acompanhou Palocci à superintendência da PF em São Paulo.

O criminalista foi enfático ao protestar contra o que chamou de ‘desnecessidade’ da prisão do ex-ministro. Ele criticou, ainda, o nome da nova fase da Lava Jato, Omertà.

“A operação que prendeu o ex-ministro é mais uma operação secreta, no melhor estilo da ditadura militar. Não sabemos de nada do que está sendo investigado. Um belo dia batem à sua porta e o levam preso. Qual a necessidade de prender uma pessoa que tem domicílio certo, que é médico, que pode dar todas as explicações com uma simples intimação?”

“O que significa esse nome da operação? Omertà? Só porque o ministro tem sobrenome italiano se referem a ele invocando a lei do silêncio da máfia? Além de ser absolutamente preconceituosa contra nós, os descendentes dos italianos, esta designação é perigosa.”

COM A PALAVRA, A ODEBRECHT

A empresa não vai se manifestar sobre o tema.

COM A PALAVRA, O INSTITUTO LULA

Desde que foi criado, em 2011, o Instituto Lula funciona em um sobrado adquirido em 1991 pelo antigo Instituto de Pesquisas do Trabalhador. No mesmo endereço funcionou, por mais de 15 anos, o Instituto Cidadania. Originalmente, era uma imóvel residencial, semelhante a tantos outros no bairro Ipiranga, zona sul de São Paulo.

Mais uma vez, querem impingir ao ex-presidente Lula uma acusação sem materialidade, um suposto favorecimento que nunca existiu, inventando uma sede que o Instituto Lula nunca teve, com o claro objetivo de difamar sua imagem.

Ao longo desses 20 anos, o endereço e o compromisso do Instituto Lula com a democracia e a inclusão social permanecem os mesmos.

Moro destaca elementos de que Odebrecht comprou terreno para Instituto Lula

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CLINTON E TRUMP MEDEM FORÇAS NO PRIMEIRO DEBATE

A candidata democrata, Hillary Clinton, e o republicano, Donald Trump, realizaram na noite desta segunda-feira o primeiro dos três debates antes das eleições presidenciais norte-americanas, que abordou questões econômicas, segurança interna e política externa

27 DE SETEMBRO DE 2016

Da Agência Sputinik – A candidata democrata, Hillary Clinton, e o republicano, Donald Trump, realizaram na noite desta segunda-feira o primeiro dos três debates antes das eleições presidenciais norte-americanas, que abordou questões econômicas, segurança interna e política externa.

“Este é o tempo dos candidatos e do público americano”, disse o moderador Lester Holt, apresentador do programa “Nightly News”, da emissora NBC, ao iniciar o debate. Os dois candidatos intercalaram ataques mútuos e apresentaram suas propostas.

O primeiro tema da noite foi sobre a situação econômica nos EUA. O candidato republicano aproveitou a oportunidade para atacar Clinton, afirmando que a candidata democrata pretende aumentar os impostos, enquanto a proposta dele é de reduzir.

“Eu vou cortar impostos e você quer aumentar “, disse Trump para Clinton.

O candidato republicano disse que os Estados Unidos devem “colocar os freios em países que estão roubando” os trabalhos dos americanos e, como fez depois em várias ocasiões durante o debate, acusou Clinton se comportar “como os políticos”, que não agem mas sempre são “cheios de promessas”.

A ex-secretário de Estado, por sua vez, disse que, no caso de chegar à Casa Branca, irá “mover a economia de novo” e continuar o “progresso” que foi alcançado.

“A última coisa que queremos fazer é voltar para a política (econômica) que nos falhou”, disse ele.

A segunda parte do debate foi dedicada à situação de afro-americanos, especialmente aos assassinatos de cidadãos negros por parte de policiais, que resultaram em motins e confrontos com a polícia.

A este respeito, Trump enfatizou que os Estados Unidos devem “restabelecer a ordem” e disse que a polícia está com “medo” de agir.

CORREIOS

Como esperado, o candidato republicano não deixou de citar o uso de provedor pessoal de e-mails por Clinton durante o seu trabalho no cargo de Secretária de Estado.

“Os e-mails foram um erro e eu assumo a responsabilidade”, disse Clinton, referindo-se ao uso de sua conta de e-mail pessoal para enviar documentos secretos.

Trump, no entanto, rebateu e disse que este não foi um erro, mas uma “desgraça”.

“Não foi um erro, foi uma desgraça e todo o país pensa que foi uma desgraça”, disse Trump.

O tema dos e-mails foi usado pelo candidato republicano quando Clinton tentou encurralar seu adversário questionando sobre sua recusa em apresentar sua declaração de renda.

O empresário prometeu apresentar sua declaração de renda, quando a candidata democrata mostrar os e-mails que foram apagados.

Outro destaque do debate foi o grupo terrorista Daesh.

Trump acusou Clinton e o presidente Barack Obama de serem responsáveis pelo surgimento de Daesh.

“Daesh nasceu porque Obama e Clinton abandonaram o Iraque”, disse Trump, acrescentando que por esta razão “o Oriente Médio está um desastre.”

A candidata democrata questionou seu rival, por outro lado, por não ter “nenhum plano” para derrotar Daesh.

RÚSSIA

Rússia também foi objeto de debate. Clinton disse que Moscou “realizou ataques cibernéticos contra os Estados Unidos”, referindo-se ao roubo do banco de dados do Comitê Nacional Democrata.

Além disso, criticou Trump por ter classificado o presidente russo, Vladimir Putin, de “fantástico”.

Trump, por sua vez, defendeu-se argumentando que não há nenhuma evidência de que estes ataques foram realizados pela Rússia.

“Nós não sabemos se foi a Rússia”, disse ele.

O primeiro debate entre os candidatos foi realizado na na Universidade de Hofstra, em Nova York.

Os próximos dois debates serão realizados na Universidade de Washington, em Saint Louis, no dia 9 de Outubro, e na Universidade de Nevada, em Las Vegas, no dia 19 do mesmo mês.

As eleições presidenciais serão realizadas no dia 8 de novembro.

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/257264/Clinton-e-Trump-medem-for%C3%A7as-no-primeiro-debate.htm

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PROPINODUTO TUCANO PAULISTA

O enigma da Omertà

Sequência de emails revela propinas da Odebrecht para ‘Corintiano’, ‘Estrela’, ‘Bragança’, ‘Brasileiro’ e ‘Santo’ nas obras do Metrô de São Paulo

No conjunto de e-mails do “departamento de propinas” da Odebrecht identificados pela Polícia Federal na Operação Omertà – 35.ª fase da Lava Jato -, os investigadores resgataram uma sequência de e-mails com pedidos de pagamentos de porcentagens referentes às obras das linhas 2 (Verde) e 4 (Amarela) do Metrô de São Paulo destinados a codinomes.

O material faz parte do conjunto de 32 mensagens da empreiteira que, segundo a PF, fazem referências a ‘pagamentos indevidos’. Questionada pela reportagem, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos não informou os valores dos contratos com a Odebrecht nas duas linhas.

Em um caso surge o apelido ‘Santo’, cujo pedido de pagamento de R$ 500 mil em duas parcelas estaria ligado à ‘ajuda de campanha com vistas a nossos interesses locais’, segundo disse em um e-mail o diretor da Odebrecht responsável pelo contrato da Linha 4 Marcio Pellegrini ao ‘departamento de propinas’, em 2004.

A Lava Jato ainda não traduziu todos os codinomes destas planilhas. Por isso, os destinatários destes pagamentos não foram alvo da Operação Omertà, deflagrada nesta segunda-feira, 26.

“Verificou-se que alguns pagamentos eram solicitados explicitamente a título de contribuição para campanhas eleitorais, mas, ao contrário de qualquer alegação de que se tratariam apenas de contribuição popularmente conhecida como ‘caixa 2’, encontravam-se diretamente atrelados ao favorecimento futuro da Odebrecht em obras públicas da área de interferência dos agentes políticos”, afirma o delegado Filipe Hile Pace, ao analisar os e-mails referentes à Linha 2 do Metrô de São Paulo.

Ao todo, a Polícia Federal lista mais de 20 e-mails referentes às obras do Metrô, sempre partindo de diretores e executivos ligados ao empreendimento para interlocutores do ‘departamento de propinas’ e para o então presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Barbosa Júnior.

A sucessão de emails mostra que na maioria dos casos Benedicto Barbosa repassava o pedido de pagamento para Marcelo Odebrecht aprovar.

As trocas de e-mails revelam nove personagens identificados por apelidos, sendo seis ligados às obras da Linha 2 (“Estrela”, “Bragança”, “Brasileiro”, “Corintiano”, “Santista” e “Vizinho”) e a porcentagens de pagamentos que variam de 0,5% a 4%, e dois ligados às obras da Linha 4 (“Cambada de SP” e “Santo”).

A Odebrecht participou do consórcio que fez os lotes 1 e 2 da Linha 4 e também atuou na expansão da Linha 2, ligando as estações Ana Rosa e Imigrantes.

Linha 2. Em 4 janeiro de 2006, por exemplo, Fábio Gandolfo, diretor de contrato da Linha 2, encaminhou a Ubiraci Santos, apontado como um dos responsáveis por fazer as solicitações de pagamentos ilícitos do Departamento de Operações Estruturadas – nome oficial do ‘departamento de propinas’ da Odebrecht revelado pela Lava Jato – uma planilha com pagamentos para “Corintiano”, “Estrela”, “Bragança” e “Brasileiro”, previstos para 11 de janeiro.

Em outro e-mail, de maio, com o assunto “Metrô SP”, Gandolfo informa que foi assinado um aditivo contratual referente ao lote 3 da obra, no valor de R$ 37, 7 milhões, e pede que sejam adicionadas as propinas referentes a este aditivo à ‘Planilha DGI’.

Segundo a Lava Jato, a sigla DGI era utilizada com frequência pelos executivos da Odebrecht para se referir aos pagamentos ilícitos e aos acertos do ‘departamento de propina’.

Neste aditivo, o maior porcentual ficaria com “Estrela”, o equivalente a 4% do valor do contrato, totalizando R$ 1,5 milhão.

Em outro e-mail, de maio, com o assunto “Metrô SP”, Gandolfo informa que foi assinado um aditivo contratual referente ao lote 3 da obra, no valor de R$ 37, 7 milhões, e pede que sejam adicionadas as propinas referentes a este aditivo à ‘Planilha DGI’.

Segundo a Lava Jato, a sigla DGI era utilizada com frequência pelos executivos da Odebrecht para se referir aos pagamentos ilícitos e aos acertos do ‘departamento de propina’.

Neste aditivo, o maior porcentual ficaria com “Estrela”, o equivalente a 4% do valor do contrato, totalizando R$ 1,5 milhão.

‘Cambada em SP’. Em relação às obras da Linha 4- Amarela, a PF também identificou uma troca de e-mails em agosto de 2016 na qual Benedicto pede a Marcelo Odebrecht, com cópia para Ubiraci Santos, a aprovação para pagamentos referentes à PPP da Linha 4  sob o codinome “cambada em SP”. O então presidente do Grupo deu ok para os acertos que, nos e-mails, aparecem relacionados a etapas do processo licitatório.

No último e-mail da séria, o então diretor de Investimentos Sul Geraldo Villin encaminha uma lista de pagamentos mensais e indica que “talvez seja o caso de avançarmos para a CCR, já que estaremos todos fora”. A CCR é a principal controladora do Consórcio Via Quatro, que venceu a PPP e é responsável por gerir a Linha 4 – Amarela. A PF não aponta nenhuma irregularidade da CCR no relatório.

Já em relação ao apelido ‘Santo’, que aparece em outro e-mail do diretor da Linha 4- Amarela, não é a primeira vez que o codinome surge relacionado a obras de governos do PSDB em São Paulo.

Em março, a Lava Jato encontrou na residência de Benedicto Oliveira uma anotação manuscrita que faz referência a ‘Santo’ e ao pagamento de 5% do valor de um contrato das obras da rodovia Mogi-Dutra do governo Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, em 2002.

COM A PALAVRA, A SECRETARIA DE TRANSPORTES METROPOLITANOS:

“A relação do governo do Estado e seus contratados para a realização de obras ou prestação de serviços é baseada nos princípios legais e com aprovação de suas contas pelos órgãos competentes. A EMTU e o Metrô desconhecem qualquer irregularidade em suas obras. As empresas, contudo, estão à disposição para colaborar com a Força Tarefa da Lava Jato e esclarecer toda e qualquer informações.

Secretaria dos Transportes Metropolitano”

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DO GOVERNO DE SÃO PAULO:

“À frente do Governo de São Paulo, Geraldo Alckmin não mantém relações com empresários que não sejam pautadas estritamente pelo interesse público.

É impossível qualquer conclusão a partir de mensagens cifradas, repletas de codinomes e de administrações distintas de uma operação ainda em andamento. O Governo de São Paulo está à disposição para colaborar com a força tarefa e já determinou que a Corregedoria Geral da Administração (CGA) solicite compartilhamento de informações.”

O enigma da Omertà

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QUEM É HILLARY CLINTON?

Quem é a Hillary Clinton que a imprensa não mostra?

Por: Bruno Garschagen em 09/08/16
“Não só Wall Street apoia em peso Hillary.  A mídia, mormente o New York Times também”.

 

Quanto mais se publica reportagens sobre Hillary Clinton, mais fica difícil descobrir quem é, o que pensa e os riscos de uma eventual presidência sob o seu comando. Porque tratar da candidata do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos é quase sempre um pretexto para demonizar Donald Trump (com a valiosa colaboração dele próprio) e atacar a parcela da sociedade americana que se vê representada no discurso dele. Não é preciso, portanto, defender Donald Trump para considerar Hillary Clinton uma candidata ideológica e politicamente perigosa.

Para início de conversa, no âmbito político, as relações de Hillary e de seu marido Bill com os banqueiros de Wall Street são suficientes para que ela e seu futuro governo sejam colocados sob suspeita.

Em 2013, Hillary recebeu US$ 3,15 milhões por palestras contratadas por bancos como UBS, Goldman Sachs, Deutsche Bank e Morgan Stanley. Ela, inclusive, passou a ganhar mais do que o marido. Um exemplo: O Goldman Sachs pagou US$ 200 mil para Bill por palestra em junho de 2013 e US$ 225 mil para Hillary em outubro do mesmo ano. O problema é que oito meses antes de ter recebido o pagamento, Hillary ainda era secretária de Estado, o cargo mais importante da administração depois do presidente. No total, Hillary recebeu cerca de US$ 10 milhões por ano por palestras proferidas em 2013 e em 2014.

Segundo o Center for Responsive Politics, os bancos JPMorgan, Goldman Sachs, Citigroup e Morgan Stanley estavam entre os maiores doadores de sua campanha para presidente em 2008. Esses mesmo bancos, representantes legítimos de Wall Street, foram quatro dos cinco principais doadores durante todo o período em que Hillary ficou no Senado.

Talvez isso explique por que Wall Street apoia em peso Hillary, que, no ano passado, apresentou o tão aguardado plano de reforma do sistema financeiro. Este foi, curiosamente, elogiado pelos banqueiros e criticado por Bernie Sanders, seu ex-adversário na disputa interna do partido Democrata para a nomeação presidencial. Por que será que a elite financeira americana, incluindo investidores como Michael Bloomberg, Warren Buffet, George Soros, apoiam o Partido Democrata há décadas? E como vocês acham que uma candidata financiada por Wall Street vai agir diante de problemas no sistema financeiro? Ela vai adotar medidas duras contra os seus amigos e financiadores?

Além disso, no período em que Hillary foi secretária de Estado, seu marido Bill recebeu US$ 48 milhões de entidades com negócios nos Estados Unidos ou com interesses políticos no país.

O enriquecimento do casal é algo impressionante mesmo para os padrões dos Estados Unidos, pois, prosperidade assim, só se vê em empreendedores, criadores, executivos, enfim, em profissionais que atuam na iniciativa privada. Hillary já havia admitido, inclusive, que o casal estava endividado em 2000 quando o marido deixou o governo. Num período de 15 anos, porém, construíram uma expressiva fortuna de US$ 200 milhões. Há, inclusive, um documentário sobre o tema que vale a pena assistir: Clinton Cash – A História Não Contada da Fortuna dos Clinton.

Hillary renunciou ao cargo de secretária de Estado do governo Obama após o ataque contra o posto diplomático americano em Benghazi, na Líbia. O atentado matou o embaixador Christopher Stevens e mais três funcionários em 11 de setembro de 2012. Embora não tenha sido formalmente responsabilizada pelas falhas de segurança, Hillary teve que dar explicações diante de uma comissão do Congresso formada para investigar o caso. A comissão apontou falhas recorrentes e deficiências na liderança e na gestão por parte do departamento de Estado. Na convenção republicana que ratificou o nome de Donald Trump, Pat Smith, mãe de um dos funcionários mortos em Benghazi, responsabilizou diretamente Hillary pela morte do filho. “Eu culpo Hillary Clinton. (…) Como ela pôde fazer isso comigo?”.

Há um filme recente sobre o atentado chamado “13 horas: os soldados secretos de Benghazi”, que, dentro da programação do CineClube Contexto, será exibido no dia 29 de agosto no Cine Odeon. Após a exibição, haverá um bate-papo em que estaremos eu, o publicitário Alexandre Borges e o blogueiro Felipe Moura Brasil.

A incompetência de Hillary não se resumiu à Benghazi. Sua avaliação equivocada acerca de eventos internacionais também marcou a sua atuação como secretária de Estado. Antes da Primavera Árabe, por exemplo, que teve de tudo menos flores, Hillary declarou oficialmente a estabilidade do governo de Hosni Mubarak, antigo aliado do governo americano. Logo em seguida, quando a vaca tinha ido para o brejo, ela defendeu a transição ordenada para um governo democrático. Como confiar numa presidente que titubeia em situações delicadas e extremas na esfera internacional?

Nas relações exteriores, Hillary segue certa tradição intervencionista do Partido Democrata exposta no livro “America Between Wars”, de Derek Chollet e James Goldgeier. Relembrar é preciso: na disputa presidencial de 2000, Al Gore representava o Falcão intervencionista democrata que desejava espalhar a influência dos Estados Unidos no mundo na esteira da atuação expansionista de Bill Clinton; e George W. Bush era o republicano que via com preocupação as consequências em cascata das ações do governo americano no exterior (p. 281), posição contrária a de certa ala dos neoconservadores que ele adotou após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Esse perfil da candidata do partido Democrata é confirmado por Julian Assange, fundador do Wikileaks. Ele afirmou que a leitura de milhares de telegramas diplomáticos assinados pela então secretária de Estado mostra que a falta capacidade de julgamento de Hillary, caso ela seja eleita, “empurrará os Estados Unidos em direção a conflitos infinitos”.

Hillary Clinton assume bandeiras de acordo com a conveniência política do momento. Na campanha presidencial de 2008, contra o legado presidencial do próprio marido, “adotou uma retórica cética em relação ao livre mercado, incluindo críticas ao NAFTA” (“America Between Wars”, p. 320). No caso do contrato civil entre pessoas do mesmo sexo, Hillary afirmou em 2004 que acreditava que o “casamento era um vínculo sagrado entre homem e mulher”. Só em 2013, ela passou a apoiar a união civil, mas as suas declarações públicas sobre a comunidade LGBT são consideradas hesitantes. Ela mudou de ideia? Pode ser. Porém, o mais provável é que ela tenha aproveitado o momento para defender uma agenda que dá votos no presente contra uma posição que dava votos no passado.

Qual será a agenda e escolhas políticas de Hillary se ela for eleita? Tudo dependerá do que for politicamente vantajoso para ela?

Essas mudanças de posição e de agenda de Hillary também podem ser explicadas sob o ponto de vista ideológico. Hillary foi profundamente influenciada por Saul Alynski, ideólogo socialista e ativista político radical que trabalhou durante anos para o Partido Comunista de Chicago e que também exerceu grande influência sobre Barack Obama. Alynski defendia a tese marxista da propriedade estatal dos meios de produção, mas, como intelectual pragmático da extrema esquerda, não achava que tal finalidade poderia ser atingida por meio de uma revolução violenta. Ele defendia um trabalho lento, feito em partes, baseado numa organização paciente de esforços no âmbito local para se atingir os objetivos, mesmo que estes demorassem gerações para serem realizados.

Na década de 1960, Hillary fazia parte de um grupo de estudantes de esquerda que não apenas seguiu, mas atualizou (e de certa forma modificou), os ensinamentos de Alynski. Ela, inclusive, estudou o primeiro livro de Alynski, “Reveille for Radicals”, em seu trabalho final de graduação. Sua conclusão sintetizava a sua própria expectativa: se as ideias de Alynski fossem atualizadas, o resultado seria uma revolução social.

No livro “Rules for Radicals”, Alynski ensinava a importância de trabalhar dentro do sistema. E que, para realizar qualquer mudança revolucionária, era preciso, antes de tudo, adotar “uma atitude passiva, afirmativa e não-confrontadora” para produzir uma mudança na sociedade (p. 15). Isto porque “as pessoas não gostam de sair bruscamente da segurança da experiência familiar. Elas precisam de uma ponte para fazer a travessia de sua própria experiência para uma nova. Um militante revolucionário deve sacudir os padrões vigentes de suas vidas – agitar, provocar desencanto e descontentamento em relação aos valores atuais, e produzir, se não uma paixão pela mudança, pelo menos um clima passivo, afirmativo e que não seja confrontador” (p. 18).

Hillary agregou as lições de Alynski para realizá-las desde dentro do sistema político. Num artigo para a National Review, Stanley Kurtz afirmou que a proposta da Nova Esquerda da qual Hillary fazia parte representava uma mudança de meios não de fins – em relação à estratégia de Alynski. “A crença de Hillary nos objetivos de Alynski, e sua vontade de adaptá-los e adotá-los num contexto político, mantiveram-se fortes”.

Os instrumentos à disposição do governo são os meios para, inclusive, modificar a cultura de cima para baixo. A declaração de Hillary numa conferência sobre feminismo revela a estratégia: “Os códigos culturais profundamente enraizados, as crenças religiosas e as fobias estruturais precisam mudar. Os governos devem empregar seus recursos coercitivos para redefinir os dogmas religiosos tradicionais”. São esses dogmas que, por exemplo, são um obstáculo ao aborto, que a candidata do Partido Democrata apoia publicamente – além de ajudar a conseguir recursos para a Planned Parenthood, “a maior multinacional do aborto”.

Se Hillary vencer a eleição, outro grande vitorioso será o socialista Alynski, que terá feito a cabeça de dois sucessivos presidentes americanos.

Hillary Clinton é a candidata do establishment, dos “moderados” e dos que veem em Trump um perigo ainda maior do que ela. O ótimo satirista conservador americano P. J. O’Rourke declarou numa entrevista que Hillary era “a segunda pior coisa que poderia acontecer aos Estados Unidos. Ela está, porém, em segundo lugar e muito atrás (de Trump). Ela está absolutamente equivocada acerca de tudo, mas dentro dos parâmetros normais“. Hillary seria, então, a alternativa mais sensata frente a Donald Trump, tido como o louco que vai botar fogo no celeiro.

Não há qualquer problema em considerar Trump, que nunca foi conservador nem pertencia ao Partido Republicano, uma escolha de alto risco. E a cada dia sabemos mais um pouco quem ele é – apesar do péssimo trabalho da imprensa ao preferir destruir sua reputação em vez de apontar seus muitos problemas como candidato e as suas posições políticas anticonservadoras claramente alinhadas com as do governo Obama (aumento do tamanho do governo e dos gastos estatais, intervenções variadas, estímulos artificiais na economia, ajuda a grandes empresas etc.).

Dois exemplos de ótimo trabalho jornalístico e analítico: o desempenhado pela já citada revista americana National Review, que publicou em janeiro uma edição especial cujo título resumiu sua posição editorial e a de notáveis conservadores: “Contra Trump”; e o realizado pela revista inglesa Spectator.

Se a grande imprensa – e não só a americana – precisa mentir ou distorcer as falas e os fatos para atacar Trump é o sinal evidente de que algo grave também acontece no jornalismo, e não apenas na política. O canadense Stephan Molyneaux tem mostrado uma parte substantiva do problema no site “As mentiras contra Donald Trump”.

No entanto, o ponto tão ou mais grave é desconsiderar o perigo representado por Hillary. Porque, com a ajuda da grande imprensa, a cada dia sabemos menos quem ela é e o tamanho do estrago que ela pode causar – e não só nos Estados Unidos.

Donald Trump ou Hillary Clinton? Que Deus abençoe a América.

http://extra.globo.com/noticias/brasil/sem-mimimi/quem-a-hillary-clinton-que-imprensa-nao-mostra-19888631.html

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LAVA JATO se desmoralizou por só investigar e prender petistas

A Operação Lava Jato entrará para a história como uma praga, como flagelo que afundou um país que ia bem na economia, na democracia e no equacionamento de seus problemas sociais e que mergulhou no caos político, econômico e institucional por moto próprio.

Ainda não é possível enxergar quanto de ruim será dito contra essa iniciativa ditatorial, farsesca, vigarista mesmo, que, para atingir objetivos eminentemente políticos, destruiu a economia, soterrou a democracia e desmoralizou as instituições.

Mas será. Todos enxergarão isso no espaço de alguns poucos anos, após a poeira amainar.

Essa quadrilha formada por agentes públicos, que infringe a lei e o Estado de Direito com fins escancaradamente políticos, antes mesmo de o tempo se assenhorar da razão já está sendo questionada por seus excessos menores.

E as vozes dos questionadores estão longe de ser oriundas da esquerda, alvo prioritário da guerra política em curso no país. Antiesquerdistas hidrófobos como um Reinaldo Azevedo (colunista da Folha de São Paulo e da revista Veja) estremecem com os erros cômicos da Lava Jato.

Na sexta-feira retrasada, Azevedo – mau caráter, mas inteligente – quase teve uma síncope ao ver a pataquada da denúncia do MP contra Lula. Seu artigo na Folha deixava pingar ódio contra a burrice do procurador midiático Deltan Dallagnol.

Azevedo não estava preocupado com o Estado de Direito, mas com o fato de que uma denúncia tão fraca, que só tinha tabelas em power point em lugar de evidências e provas, desmoraliza a campanha para impedir Lula de disputar a Presidência em 2018.

No último dia útil da semana recém-terminada (23/9), Azevedo voltou à carga.

O mais notório petefóbico do país criticou a PREMISSA INACREDITÁVEL do juiz Sergio Moro, que diz que, ao responder a processo, Lula terá a chance de provar que não é culpado e, claro, criticou a prisão sem sentido de Guido Mantega.

Palavras do colunista:

“(…) aí se está diante de um entendimento torto do que é o direito numa democracia. Caberá sempre ao acusador o ônus da prova. O acusado não tem como produzir prova negativa (…)”, diz Azevedo sobre Moro.

“(…) Prisão e soltura nada têm a ver com Justiça e cumprimento da lei. Chanchada. Força-tarefa e juiz quiseram dar um recado: ‘Mandamos soltar e prender quando nos der na telha. São todos criminosos’ (…)”, diz o rottweiler sobre a prisão de Mantega.

OAB vem criticando a Lava Jato, até setores fortemente antipetistas da mídia vêm criticando a Lava Jato, o STFcriticou a Lava Jato.

Neste domingo, em uma semana o jornal Folha de São Paulo critica, pela segunda vez, o vedetismo da Lava Jato, mas, assim como Azevedo, como a OAB, como o STF e tantos outros, critica sob premissa errada.

Imprensa e colunistas antipetistas, a OAB (comandada por um antipetista) e até o STF (majoritariamente antipetista) dizem que os erros e abusos da Lava Jato a estão desmoralizando, mas estão enganados.

O que desmoraliza a Lava Jato é outra coisa.

Além do presidente da República interino, Michel Temer (PMDB), ao menos sete ministros do novo governo tiveram seus nomes citados nas investigações da Operação Lava Jato.

Temer é citado como beneficiário nos escândalos de corrupção que são alvo da força-tarefa.

Veja, abaixo, o que pesa nas investigações da Lava Jato contra o “presidente” Michel Temer e seus “ministros” e “ex-ministros”:

Romero Jucá (PMDB-RR) – Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (defenestrado)

O senador Romero Jucá, que vai assumir o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, está na lista de investigados que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no início de 2015.

Jucá foi citado por delatores como beneficiário de um esquema de desvio na estatal. Em depoimento à Polícia Federal em fevereiro deste ano, o senador admitiu que pediu a Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, doações para a campanha de seu filho, Rodrigo Jucá (PMDB), que foi candidato a vice-governador de Roraima.

Em depoimento de delação premiada, Pessoa afirmou ter dado R$ 1,5 milhão ao PMDB de Roraima, em 2014. O empreiteiro disse, ainda, que entendeu que o pagamento estava relacionado à contratação da UTC, pela Eletronuclear, para obras da usina nuclear de Angra 3. Romero Jucá nega e atribui a doação ao “trabalho que desempenha como senador”.

Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) – Secretaria de Governo

Mensagens apreendidas pela Operação Lava Jato sugerem que o ex-ministro de Lula, ex-vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal e ex-deputado federal Geddel Vieira Lima usou sua influência para atuar em favor dos interesses da construtora OAS.

Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) – Turismo

Ministro do Turismo do governo Dilma, Alves volta à pasta menos de dois meses depois de deixar o cargo. O peemedebista é suspeito de receber propina do dono da OAS, Léo Pinheiro, em troca de favores no Legislativo.

A investigação é baseada em mensagens apreendidas no celular de Pinheiro. Em algumas delas, o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cobra Pinheiro por doações à campanha de Alves ao governo do Rio Grande do Norte. Para Janot, os pagamentos são, na verdade, propina.

Mendonça Filho, Raul Jungmann, Bruno Araújo e Ricardo Barros

Os deputados Mendonça Filho (DEM-PE), Raul Jungmann (PPS-PE), Bruno Araújo (PSDB-PE) e Ricardo Barros (PP-PR), que vão assumir os ministérios da Educação, Defesa, Cidades e Saúde, respectivamente, são citados na famigerada lista da Odebrecht apreendida pela Polícia Federal na sede da construtora, em março, durante a 23ª fase da Lava Jato.

A lista foi tornada pública e depois colocada sob sigilo, mas os investigadores ainda não sabem se os nomes que constam nela receberam doações legais, ilegais envolvendo recebimento de propina ou dinheiro de caixa dois.

Ora, cadê a Lava Jato? Não prendeu ninguém. E alguns dos acusados nem têm mais foro privilegiado, como Eduardo Cunha, que atrapalha fortemente as investigações. Sua mulher, por exemplo, que é lícito supor que o ajudava a ocultar provas e coagir testemunhas, foi sumariamente preservada por Moro.

E há uma miríade de figuras menores que poderiam denunciar tucanos e peemedebês sob delação premiada e que não são incomodadas porque não interessam ao antipetismo de procuradores, policiais federais, juízes…

O antipetismo da Lava Jato é tão escrachado e visível que até já virou piada para humoristas. O vídeo do grupo Porta dos Fundos intitulado “Delação” já tem cerca de sete milhões de visualizações no Youtube.

 

Vale lembrar que o Porta dos Fundos se notabilizou por produzir incontáveis vídeos atacando Dilma e o PT.

Porém, a Lava Jato é tão escrachadamente facciosa, tão claramente pensada para focar única e exclusivamente na suposta “corrupção do PT” que não há escapatória.

Mídia, OAB, STF e os cães sarnentos que escrevem colunas e editoriais mentirosos criticam a Lava Jato porque acham que ela perde eficácia quando se desmoraliza fazendo denúncias escandalosamente fracas e prisões escandalosamente arbitrárias, mas estão errados.

A Lava Jato se desmoraliza porque é escandalosamente visível que só existe para atacar o PT, já que não produz nada contra mais nenhum grupo político, apesar de que há corrupção aos montes em todos os partidos.

http://www.brasil247.com/pt/colunistas/eduardoguimaraes/257028/Lava-Jato-se-desmoralizou-por-s%C3%B3-investigar-e-prender-petistas.htm

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LULA E SÉRGIO MORO

Sergio Moro tem sinal verde para colocar Lula na cadeia
O relato desse episódio, segundo o Estadão, foi feito por Fernando Baiano.

Diz o jornal:

“Baiano diz que procurou Bumlai entre fim de 2007 e início de 2008, com pedido de ajuda para manter Cerveró na Diretoria Internacional da Petrobrás, cargo que ele ocupava desde 2003. A articulação fracassou, mas, na mesma época, ele disse ter recebido um telefonema do pecuarista no qual Bumlai afirmou estar no Palácio da Alvorada, onde teria conversado com o então presidente Lula sobre o assunto.

‘José Carlos Bumlai telefonou para o depoente e disse-lhe que estava em Brasília, ressaltando que tinha conversado com Lula e que não tinha mais como manter Nestor Cerveró na Diretoria Internacional’, relatam os investigadores da Lava Jato a partir do depoimento de Baiano. ‘Na mesma ocasião, Bumlai informou que, em razão da ajuda de Cerveró na contratação do Grupo Schahin para operação do navio-sonda Vitória 10.000, ele havia sido indicado para o cargo de diretor financeiro da BR Distribuidora’”.

Se você leu distraidamente o post anterior, releia-o, por favor.

Trata-se da denúncia mais devastadora contra Lula até agora.

O relato de Fernando Baiano mostra que:

1 – Lula decidiu nomear Nestor Cerveró para a BR Distribuidora.

2 – Ele só lhe deu o cargo porque Cerveró repassou 60 milhões de reais em propina para sua campanha presidencial.

3 – Lula tinha conhecimento da propina do Banco Schahin.

4 – José Carlos Bumlai, que negociou a propina do Banco Schahin, negociou também – diretamente com Lula – a recompensa a Cerveró.

5 – Lula sabia que Cerveró era um operador de propinas e, exatamente por isso, nomeou-o à BR Distribuidora.

Lula deu a Nestor Cerveró a diretoria da BR Distribuidora.

Quem negociou o cargo foi José Carlos Bumlai, diretamente no Palácio da Alvorada.

https://jornalonlinetc.blogspot.com/2016/09/sergio-moro-tem-sinal-verde-para.html?showComment=1474079406201#c3217250103110718402

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